Godzilla Minus Zero é tão barulhento que espectadores estão recebendo alertas sobre a audição
Sessões em IMAX já provocaram alertas de ambiente barulhento em smartwatches, com um espectador registrando aproximadamente 90 decibéis durante o filme.

Godzilla Minus Zero está chamando atenção nos cinemas não apenas pela escala de suas imagens, mas também pela potência do som. Após as primeiras sessões em IMAX, espectadores começaram a relatar uma experiência sonora tão intensa que alguns smartwatches chegaram a emitir alertas de ambiente barulhento durante a exibição.
Um dos relatos que mais repercutiram veio do criador de conteúdo Patrick T., que publicou uma imagem mostrando seu relógio registrando aproximadamente 90 decibéis durante uma sessão em IMAX. Ele definiu Godzilla Minus Zero como “o filme mais alto” que já ouviu e afirmou que acredita que o longa poderá se tornar uma referência para testar sistemas de som em salas de cinema.
O registro não significa que todas as sessões do filme estejam atingindo exatamente esse volume. Smartwatches não substituem equipamentos profissionais de medição acústica, e o nível sonoro pode variar dependendo da sala, da calibração do sistema e até da posição ocupada pelo espectador. Ainda assim, o relato de Patrick não foi isolado: outras pessoas que assistiram ao filme em IMAX também comentaram sobre a intensidade do áudio, incluindo espectadores que disseram ter coberto os ouvidos durante determinadas sequências.
O crítico Scott Mendelson relatou que seu filho de 15 anos passou boa parte de uma sessão em IMAX cobrindo os ouvidos. Outros espectadores disseram que pretendiam levar protetores auriculares para as sessões, enquanto alguns elogiaram justamente a sensação física provocada pelo sistema de som, descrevendo momentos em que parecia possível “sentir” a presença de Godzilla dentro da sala.
Uma medição próxima de 90 decibéis é comparável ao ruído produzido por equipamentos como um cortador de grama ou ao som intenso encontrado próximo de trens e metrôs. A intensidade por si só, porém, não explica completamente a experiência dentro de uma sala de cinema: a duração da exposição, os picos de volume e a própria acústica do ambiente também influenciam a percepção do som.
A força sonora faz parte de uma aposta técnica importante da produção. Godzilla Minus Zero é o primeiro filme japonês oficialmente “Filmed For IMAX”, tendo sido gravado com câmeras digitais certificadas pela empresa e desenvolvido para aproveitar características específicas das salas de grande formato. Segundo a própria Toho, tanto as imagens quanto o áudio foram otimizados especialmente para a experiência IMAX.
O filme também utiliza sequências no formato expandido de 1.43:1, permitindo que determinadas salas IMAX exibam uma área maior da imagem. Essa preocupação em transformar o longa em uma experiência de cinema ajuda a explicar por que o som vem se tornando um dos elementos mais comentados das primeiras sessões.
Takashi Yamazaki retorna como diretor, roteirista e supervisor de efeitos visuais depois de comandar Godzilla Minus One, vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Visuais. A nova história se passa em 1949, dois anos depois dos acontecimentos do longa anterior, e acompanha novamente personagens como Koichi Shikishima e Noriko Oishi diante de uma nova ameaça.
O sucesso de Minus One elevou bastante as expectativas para a continuação. O filme de 2023 conquistou público e crítica ao combinar o espetáculo de destruição característico da franquia com uma história mais intimista sobre trauma, culpa e reconstrução do Japão no pós-guerra. Além do Oscar, tornou-se o filme japonês de Godzilla de maior repercussão internacional em décadas.
Minus Zero amplia essa escala e foi concebido desde o início para salas maiores. O longa possui aproximadamente 135 minutos de duração, o que também fez com que os relatos sobre o volume chamassem atenção entre espectadores mais sensíveis a sons muito intensos.
Apesar da repercussão, até o momento não existe uma medição técnica oficial divulgada indicando que Godzilla Minus Zero seja objetivamente “o filme mais barulhento” ou que todas as salas estejam reproduzindo o longa a 90 decibéis. O número que viralizou representa a experiência registrada por um espectador durante uma sessão específica.
Ainda assim, o assunto rapidamente se tornou parte da divulgação espontânea do filme. Para alguns espectadores, o volume excessivo é motivo de preocupação; para outros, é justamente mais um argumento para assistir à produção no maior sistema de som disponível.
De qualquer maneira, uma coisa parece clara pelas primeiras reações: em Godzilla Minus Zero, o rugido do monstro não foi feito apenas para ser ouvido.
Godzilla Minus Zero já está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 5 de novembro de 2026, incluindo sessões em IMAX.


