Morre Sam Neill; relembre a carreira do ator

Ator neozelandês ficou marcado como o Dr. Alan Grant em Jurassic Park, mas construiu uma carreira extensa no cinema e na televisão.
Sam Neill, ator conhecido mundialmente por interpretar o paleontólogo Dr. Alan Grant em Jurassic Park, morreu aos 78 anos. A notícia foi confirmada pela família do artista nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, em uma publicação nas redes sociais.
Nascido na Irlanda do Norte e criado na Nova Zelândia, Sam Neill construiu uma carreira de mais de cinco décadas, transitando entre grandes produções de Hollywood, dramas premiados, filmes de gênero e séries de televisão. Apesar de ser lembrado principalmente pela franquia dos dinossauros, sua trajetória foi muito mais ampla.

Foto: Divulgação
O papel mais famoso veio em 1993, quando Steven Spielberg o escalou como Dr. Alan Grant em Jurassic Park. No filme, Sam Neill viveu o paleontólogo cético que se vê diante de dinossauros recriados geneticamente em um parque temático fora de controle. A atuação ajudou a transformar o personagem em um dos rostos mais queridos da franquia. O ator voltou ao papel em Jurassic Park III, lançado em 2001, e depois retornou em Jurassic World: Domínio, de 2022, ao lado de Laura Dern e Jeff Goldblum. Para muitos fãs, sua presença sempre representou a ligação direta com o clássico original de Steven Spielberg. Mas reduzir Sam Neill a Jurassic Park seria pouco.

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Antes do sucesso mundial, ele já havia chamado atenção em produções como Sleeping Dogs, filme neozelandês de 1977 que ajudou a projetar seu nome internacionalmente. A partir dali, passou a trabalhar em diferentes mercados e consolidou uma carreira marcada pela versatilidade. Em A Caçada ao Outubro Vermelho, de 1990, Sam Neill atuou ao lado de Sean Connery e Alec Baldwin em um dos thrillers políticos mais lembrados da década. No filme, ele interpretou Vasily Borodin, oficial soviético que sonhava com uma vida diferente nos Estados Unidos. Outro papel importante veio em O Piano, drama dirigido por Jane Campion e lançado em 1993. O filme venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e conquistou três Oscars, incluindo melhor atriz para Holly Hunter. Na produção, Sam Neill viveu Alisdair Stewart, personagem central em uma história marcada por desejo, repressão e conflitos emocionais.
Nos anos seguintes, o ator também se destacou em filmes como O Enigma do Horizonte, de 1997, produção de ficção científica e terror que ganhou status cult com o passar do tempo. No longa, Sam Neill interpretou o cientista William Weir, um dos papéis mais intensos e lembrados de sua fase no cinema de gênero.

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Na televisão, Sam Neill também teve presença marcante. Ele viveu Cardeal Thomas Wolsey na série The Tudors e interpretou Chester Campbell em Peaky Blinders, personagem que se tornou um dos principais antagonistas das primeiras temporadas da produção britânica. Outro trabalho bastante lembrado foi em Merlin, minissérie de 1998 em que o ator interpretou o famoso mago da lenda arturiana. A produção foi indicada a prêmios importantes e ajudou a reforçar a imagem de Sam Neill como um ator capaz de transitar entre aventura, fantasia e drama histórico.
Além de atuar, Sam Neill também era conhecido por sua relação com a Nova Zelândia, onde mantinha a vinícola Two Paddocks. Fora das telas, cultivava uma imagem bem-humorada, especialmente nas redes sociais, onde costumava compartilhar registros da vida no campo e de seus animais. Nos últimos anos, o ator também falou publicamente sobre o tratamento contra um linfoma, diagnosticado em 2022. Mesmo enfrentando a doença, continuou trabalhando e participando de entrevistas, sempre demonstrando bom humor e gratidão pela carreira construída.
A morte de Sam Neill encerra a trajetória de um ator que marcou gerações sem ficar preso a um único tipo de papel. Ele podia ser o cientista aventureiro de Jurassic Park, o oficial de A Caçada ao Outubro Vermelho, o personagem sombrio de O Piano, o antagonista de Peaky Blinders ou o mago de Merlin. Com uma carreira diversa, elegante e cheia de personagens memoráveis, Sam Neill deixa um legado que atravessa o cinema popular, o cinema autoral e a televisão.
Para milhões de espectadores, porém, ele sempre será lembrado como o homem que olhou para os dinossauros de Jurassic Park e ajudou o público a acreditar naquele mundo pela primeira vez.